A Prefeitura de Belo Horizonte protocolou, no fim de 2025, um projeto de lei que altera as regras básicas de construção civil no centro e 10 bairros adjacentes, como Floresta, Colégio Batista, Carlos Prates, Bonfim, Barro Preto, Santa Efigênia, Boa Viagem, Concórdia e Lagoinha.
A proposta é aumentar o potencial construtivo nesses bairros, flexibilizando as regras do atual Plano Diretor e dando incentivos fiscais para as construtoras. Tudo isso sem fazer estudos de impacto no trânsito, na circulação dos ventos e sem garantia de contrapartida para os bairros. A ideia é “revitalizar” esses bairros através da “valorização imobiliária". Dureza, né? Pra piorar, o texto foi construído sem participação popular ou consulta prévia às comunidades tradicionais que residem nesses territórios, conforme ditam as leis do Plano Diretor.
Agora, o PL da Especulação Imobiliária está tramitando em regime especial na Câmara Municipal e não passou pelas comissões avaliadoras, mas sim por uma Comissão Especial que uniu representantes de cada comissão e está pronto para ir à votação em primeiro turno no plenário.
Sabemos que a Prefeitura tem a maioria dos votos da Casa e vai mobilizar sua base para aprovar o projeto a toque de caixa. Mas ainda tem um jeito de garantir que o projeto não seja aprovado e a voz do povo belorizontino seja ouvida!
Juliano Lopes, presidente da Câmara, pode retirar o projeto de pauta e pedir para que o projeto seja apreciado na Conferência Municipal de Política Urbana deste ano, seguindo as regras do Plano Diretor. Ele tem até seis horas antes da sessão de [dia X] pra fazer isso. A contagem regressiva já pode começar!
Enquanto isso, precisamos agir rápido e em mutirão! Vamos lotar a caixa de emails do presidente da Câmara até o último segundo. Ele não vai ter outra opção a não ser nos ouvir.
RETIRA, JULIANO!